
Minhas gavetas andam - um tanto cheias;
Tenho ímpetos de arrumá-las em seu conteúdo.
Da composição gosto.
Penso, sem motivo que me importune,
Que há nelas coisas em demasia
Mas, sempre que tento, nada elimino.
São coisinhas minhas...
Bilhetes... Cartas, lembranças de gente de que gosto!
Badulaques pequenos
Restos inteiros de coisas que nem sei de onde vieram...
Coisas que esperam o hiato;
Coisas minhas que me socorrem esperam e exigem tato;
Coisas inúteis que me fazem falta e exigem atos.
Atroz e mudo - calo.
Minhas gavetas são minha vida...
Acho que não dá para arrumar sozinho,
Não sei eliminar o lixo!
Não reconheço joio ou trigo.
Nas gavetas - nunca...
Pio Muniz Falcão
Palavras doces guardadoras dos detalhes da alma.Lindo poema.Parabéns ao Pio e a Estela pela bela escolha.
ResponderExcluirCom carinho,
Cris
Lindo poema, Estela. Você sabe escolher.
ResponderExcluirBeijos,
Renata
Muito Lindo amiga
ResponderExcluirBeijo.
Jacque
Oi querida amiga,
ResponderExcluirEstamos nessa com você. Muito boa escolha do poema.
Abraço carinhoso,
Edilza